sexta-feira, junho 19, 2009


Sobre ciclos e sobre flores

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Caos, terror, não há canção!
(silêncio)
Vento sopra leve,
fazendo meus cabelos balançarem.
A brisa indica
Calmaria novamente.
O rio da vida segue seu curso.
Que então me leve...

Gi Pimentel - Rio de Janeiro, 2005


Isso sempre fez um sentido imenso pra mim. Fala da tensão do final de um ciclo (caos, terror, não há canção ...silêncio) e preparação da terra para um novo (a brisa indica calmaria novamente. O rio da vida segue seu curso). Tudo precisa chegar a tensão máxima para então nos transformarmos e aprendermos mais uma vez a se reinventar. Qual seria a graça da vida sem os ciclos que passamos? Que cor ela teria? Cinza pra sempre! E ninguém, que eu saiba, consegue viver no cinza pra sempre. As coisas têm cores, texturas e sabores e há flores por todo lado, basta querer ver.

Eu nunca gostei e nem vou gostar de ganhar flores. Não suporto vê-las murchar com o passar dos dias e morrer logo depois. Se quiserem me dar flores, plantem-me um jardim, assim vou poder observá-las sempre, mesmo que seguindo o curso natural de todo ser vivo, terão outras nascendo em seu lugar. Pra mim, flores são sinônimo de alegria e vida. Sabemos que há flores que homenageiam os mortos (eu nunca entendi muito bem como isso funciona) mas deixando isso de lado, o fato é que as flores celebram nascimentos, amores, casamentos. Vida, alegria, amor!

Inverno na alma, que nada! Está aberta agora a temporada das flores e essas são flores raras e especiais, cultivadas com calma, paciência e paz interior. E tal como aberta está a temporada das flores, aberta está a janela da vida pra receber o calor do sol e a primavera na alma!

"Abre essa janela, a primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota."



E como todo final de ciclo que se preze, eu me dei de presente, sapatos, maquiagens e chocolates.

Feliz!
Voltei.
Beijo!

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